O (re)início de Al…go

Há muito tempo que ando nesta sede de escrever sobre a vida no Algarve. Mas a vida não está fácil. O Algarve não é a terra da vida fácil, nem do ócio. É talvez isso tudo para quem visita a região, por breves instantes. E todos nós podemos visitá-la, é certo, se nos podermos dar ao luxo de ter momentos de distracção. Mas quem cá vive, não se pode distrair com muita coisa, nem por muito tempo.

Em cinco anos por cá, já fiz muita coisa, mas nada que mereça, nem possa agora partilhar, porque a vida não está, nem é fácil, no Algarve. Sim, hei-de embarcar em temas de cenas da não-sei-quê positiva, mas hoje não é dia.

Eu sou teimosa, optimista e adoro borboletas. Não percebo nada de borboletas, mas algumas da vida já me foram apresentadas, e eu tenho a tendência para as seguir. Porque acho que a vida tem a obrigação de nos surpreender, pela positiva. Ups, já me contradisse. Mas é isso mesmo que eu sou: uma desinteressante representante da natureza humana contraditória, com excesso de peso, de preocupações e responsabilidades, para a minha mundana existência.

Temas de que me proponho falar: parentalidade (ou não, mais uma?!), do Algarve, de família, de imobiliário, de paisagens humanas, de dinheiro, de créditos, de obrigações, de música, de educação (não só de crianças, mas também), de agenda cultural e familiar local, de ser empresária, das minhas expectativas pessoais, porque um blog é para isso.

Hoje estou num daqueles dias de análise de projectos inacabados (que se lixe o novo acordo ortográfico, que para este blog não será chamado), que no meu caso, são imensos… Uns quantos desses projectos, quais humanos, já sofreram várias tentativas de assassinato.

Nem todos os temas de que preciso de falar com a blogosfera são permitidos, para já.

E então vamos lá começar.